Capítulo 04 - Um caso de polícia

   Olho novamente a parede com a espingarda antes de finalizar a ligação:
   - Eu acho que achei a arma do crime. – olho para traz para verificar se ninguém esta ouvindo e então continuo – Ela esta na parede da mulher do homem morto.
   - Então traga a arma e a mulher, por favor – a policial pediu e depois desligou.
   Chamei o Daniel logo em seguida e expliquei a ele a situação. Ele decidiu que era quem pegaria a arma na parede, enquanto eu levava a senhora para o carro para leva-la ate a delegacia.
   Quando voltei para sala com a mesa grande a senhora ainda comia tranquilamente, e ate tive dó dela por ter de ser interrompida na sua refeição. Mas mesmo assim eu a levei pacientemente, por causa do joelho ruim dela, para o banco de traz do carro. Ela pareceu ficar calma e tranquila ate ver o Daniel trazer a arma que estava na parede dela, e então ela começou a dar sinais de nervosismo e angustia.
   Comecei a dirigir assim que o Daniel entrou no carro. Parei em um farol em uma avenida muito movimentada e a senhora já estava em prantos nos bancos de traz. Mas assim que o farou o farol voltou a ser verde e o carro voltou a andar, ela pulou para fora do carro. Infelizmente o outro carro não teve tempo de frear e acabou atropelando a senhora.
   De imediato, eu parei o carro e fui ver como ela estava enquanto Daniel ligava para a ambulância. Alguns outros carros pararam de curiosidade para ver o que havia acontecia e isso causou um pouco de trânsito. Mas a ambulância chegou rápido e logo levou a senhora para o hospital. Já eu e o Daniel fomos, depois da ambulância chegar, para a delegacia.
   Quando chegamos lá, meu pai estava extremamente furioso na sala dele. Então, primeiro ele falou com o Daniel, de um jeito bem habitual, e só depois comigo, agora bem mais furioso provavelmente por ser meu pai.
   - Lara, você me decepcionou muito hoje. Por que você não trancou a droga da porta do carro? – ele me perguntou praticamente gritando.
   - Eu tranquei, mas ela abriu e se jogou. Não foi culpa minha – eu disse segurando as lagrimas – Desculpa.
   - Você não tem que pedir desculpa para mim, peça para a família da senhora que provavelmente vai nos processar por sua causa. – enquanto meu pai grita um homem de no máximo trinta anos apareceu com a expressão brava, mas ao mesmo tempo preocupado. – Olha lá – meu pai me disse apontando para o sujeito – Aquele é o filho mais novo dela, que provavelmente veio aqui para me chingar e chingar toda minha equipe.
   - Mas pai, não foi sua culpa – eu digo com varias lagrimas no rosto.
   - Realmente não foi minha culpa. A culpa foi inteiramente sua – meu pai começou a ser um pouco cínico, mas logo em seguida voltou a gritar – E é por isso que você será afastada por tempo indeterminado do seu cargo. Se você puder retirar suas coisas e ir.
   Eu comecei a ir em direção a porta, mas parei quando ela estava entre aberta e me virei para pedir pela ultima vez desculpas.
   - Pai, desculpa. Eu só – mas antes de eu terminar a frase ele gritou novamente para eu sair.
   - Sair!!!
   Quando eu sair, todos estavam me olhando. Mas simplesmente eu ignorei. Fui ate minha mesa, abri minha bolsa e joguei tudo lá dentro de qualquer jeito. E mesmo assim eu demorei tempo suficiente para o filho da senhora conseguir vim falar comigo.
   - Você é a detetive Duarte? – eu gelei por um momento, mas depois eu respondi que sim com a cabeça – Podemos conversar?
   - Acredito que sim. – eu disse – Pode me chamar de Lara.
   - Então você pode me chamar de Peter. Agora não precisa me chama na sua cabeça de ‘’o filho da senhora ‘’. – rimos juntos porque realmente era verdade – Mande uma mensagem para esse numero – ele me entregou um cartãozinho com um numero de celular escrito – Fala aonde você quer que eu te pegue e eu aparecerei amanha as oito.
Depois disso ele foi embora, e eu também. Mas desta vez eu fui de ônibus para casa, já que não queria aborrecer mais meu pai pegando o meu carro.
   Cheguei em casa rápido, já que normalmente essa hora as pessoas estão trabalhando. Não tinha ninguém em casa, então uma das minhas malas de viagem e fui colocando roupas para mais ou menos uma semana. Peguei ate uma roupa para sair amanha anoite com o Peter, ou eu usaria uma blusinha de alsinha cinza com uma saia e sapatinhos pretos ou um vestidinho rosa que ia ate um pouco a cima do joelho e tinha uma manga comprida que ficava meio aberta, resumindo: um vestido com mangas diferentes.
   Arrumei tudo, e acabei usando também uma bolsa para colocar as coisas que eu uso no banho e na hora de escovar os dentes. Chamei um taxi e consegui sair de casa antes que alguém chegasse e me impedisse ou me fizesse mudar de ideia.

   O taxi foi dirigindo ate o outro lado da cidade, já que eu iria ficar na casa de dois amigos, a Beatriz e o Cristian, que moravam juntos para economizar dinheiro. Ambos sempre pediam para eu passar alguns dias com eles, logo eles não vão me perguntar a razão de eu vim sem avisa. Na verdade eles vão perguntar sim, os dois são muitos curiosos. Mas como são ótimos amigos, eu sei que posso contar com eles.




Atores que representam os personagens:


Lara: Shailene Woodley
Natasha: Willow Shields
Hilary: Stefanie Von Pfetten
Enzo: Roark Critchlow
Nicole: Júlia Rabello
Daniel: Theo James
Caio: Justin Prentice
Merlee: Sasha Pieterse


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