Narrador:
Merlia
Cheguei em casa por volta das 10 horas e vi
o bilhete que minha mãe tinha deixado. Ela falou tinha viajado, mas eu não iria
cair nessa desculpa de novo. Provavelmente ela estava com o Cauã e tinha me
deixado sozinha novamente.
Como já estava tarde resolvi subir para meu
quarto e me prepara para dormir. Entrei no banheiro e tomei uma ducha bem
quente, depois coloquei um pijama. Deitei na minha cama e comecei a mexer no
celular.
Foi quando ouvir um barulho de alguém
andando. Os passos se aproximaram cada vez mais e vinha em direção ao meu
quarto. Fiquei apavorada e me cobri inteira, só deixando a cabeça para fora. A
minha porta se abriu devagar, revelando um homem alto, de pele branca e olhos
claros. Lembrava ate meu pai.
- Quem é você? – eu disse – Como entrou
aqui?
- Desculpa por te assustar. Eu só vim ver
como você estava. Achei que estava dormindo. Sua mãe pediu que eu cuidasse de
você ate ela voltar da viajem. – ele disse.
- Minha mãe? Onde ela foi? Quem é você?
- Olha, eu não sei onde ela foi. – ele fez
uma pausa para respirar e criar coragem – Merlia eu sou seu pai.
Que? Eu meio que já sabia, mas foi uma
surpresa inesperada. Mesmo assim a única coisa que fiz foi pular da cama e dar
um apertado abraço nele. E depois vi Cauã entrar:
- Com licença. Mas eu preciso ir. – ele
declarou abrindo a porta – o Miguel já tem a chave e ele vai dormi aqui ate sua
mãe volta.
Nos dois concordamos com a cabeça, mas
continuamos abraçados. Um abraço muito, muito apertado.
No dia
seguinte:
Acordei com os barulhos que vinha da cozinha.
Levantei-me e resolvi descer para ver oque acontecia. No andar de baixo pude
ver Miguel lendo sentado no sofá, mas não falei com ele. Fui direto para a
cozinha, onde encontrei uma mulher brigando com o Matheus. Tentei ser discreta
e pegar silenciosamente um copo de agua, mas não deu certo e eles me viram.
- Bom dia Merlia. Eu sou Melissa, a mulher
do seu pai. - ela se apresentou
- É um prazer em te conhecer Melissa. –
disse fingido felicidade, afinal minha mãe já tinha me contado tudo sobre
aquela mulher.
Depois da breve e educada apresentação de
ambas as partes, o silencio começou a me consumir e eu corri para meu quarto e
liguei para a Alice:
- Alo!
Alice? – eu disse logo que a ligação foi atendida.
- Oi
Merlia. Você esta bem? – ela perguntou.
- Não. Eu
preciso falar com você. Você vai à
escola hoje? – eu perguntei.
- Claro
que vou. Estou gravida e não doente. – ela disse ironicamente serio.
- Ta. Te
vejo lá. Beijos. – eu disse.
- Beijos,
tchau. – ela disse e desligou.
Depois do telefonema comecei a me arrumar
para a escola. Estava quase saindo quando meu pai me perguntou:
- Filha quer que eu te leve para a escola?
- Claro! – eu disse e sorri.
Ele me levou junto ao Matheus para a escola.
O caminho foi bem rápido, mas também bem desconfortável.
Na escola Alice estava me esperando no portão
e me viu saindo do carro. Provavelmente ela ficou surpresa, afinal eu tinha
saído do carro do cara que ela queria pegar.
- Oi Alice. – disse entrado com ela na
escola.
- Oi Merlia – ela disse – Por que você
estava no carro do Matheus?
- Nossa Alice você é muito direta. – eu
respondi – Como você dormiu querida?
- Eu dormi bem e você? – ela disse bem rápida
– Agora me responda, por que você estava no carro do Matheus?
Eu dei uma rápida para os dois lados e
puxei-a para dentro de uma sala vazia do primeiro ano.
- Ok. Não surta. – eu disse e respirei fundo
para ter coragem de continuar – Eu vim com o Matheus, porque ele estava na
minha casa. – fiz mais uma pausa para respirar e ter um pouco mais de coragem,
enquanto Alice ficava boquiaberta – Ele é filho do meu pai.
- Meu Deus menina. Então você achou seu pai?
Como ele é? E a sua mãe? Como ela reagiu? – ela perguntou tão rápido que quase
atropelou alguns pontos finais.
- Como você é desesperada – eu disse em tom
de piada – Primeiro: obviamente eu achei meu pai. Segundo: ele parece ser bem
legal e atencioso. Terceiro: Minha mãe
viajou e não disse para onde foi. – eu respondi e ela ficou de boca aberta com
a última resposta.
Provavelmente ela queria fazer mais algumas
perguntas, mas o sinal tocou e tivemos que ir para a sala. Podíamos adiar
aquele papo por algumas horinhas.
Narrador:
Isabelly
Fiquei a viajem inteira pensando em como a
Merlia iria reagir, afinal eu tinha ido viajar sem nem me despedir. Mas ao
mesmo tempo fiquei mentalizando que tudo aquilo foi necessário para que eu e o Renato
conseguíssemos concluir com os procedimentos necessários.
Chegamos à capital de Luxemburgo por volta
das 11 horas e fomos de táxi direto para o hotel. Jantamos uma comida típica de Luxemburgo e fomos dormir de conchinha na nossa cama. No dia seguinte acordamos
bem tarde, mas tomamos banho e comemos um delicioso café da manha, com pães
doces e bolos exóticos. Depois viajamos
com um carro alugado por mais ou menos duas horas ate a cidade de Boevange, que era a cidade destino da nossa viagem.
Ao chegar em Boevange
pude ver que era uma pequena cidade com casas bem simples, que não aparentava
possuir pessoas ricas.
- Renato. É essa cidade que seu tio avo mora? Você me disse que ele era
bem rico, e me parece que não tem ricos nessa cidade. – disse em um tom muito
irritado.
- Você deveria ser mais calma. Estresse faz as pessoas envelhecer mais rápido.
– ele disse em um tom irônico – E é essa a cidade que meu tio avô mora, eu já vim
aqui algumas vezes. Ele prefere lugares calmos.
Mudamos de assunto e conversamos ate chegar a frente a uma casa de
tamanho médio. E ele me falou que seu tio morava lá a cinquenta anos e nunca
tinha recebido visitas, além da dele algumas vezes. O que eu achei impressionante,
afinal era muitos anos de mistérios para os habitantes daquela pequena cidadezinha.
Renato entrou com o carro na garagem subterrânea da casa, onde uma
mulher esperava. Ela se apresentou como Julia e nos guiou ate uma sala com sofás,
onde ficamos esperando por alguns minutos. Eu fiquei em silencio todo o tempo,
mas Renato e Julia conversavam como se fossem grandes amigos.
Quando o senhor, que supus ser o Tio Avô, chegou os dois se levantaram e
eu acabei acompanhando. Ele não me cumprimentou, muito menos ao Renato ou a
Julia. Ele tomou um gole do liquido que tinha em sua caneca e começou a falar:
- Muito bom ver que vocês conseguiram concluir os passos antes da minha
morte. Já que vocês conseguiram, receberam a recompensa de toda a minha
fortuna. – ele disse e jogou um papel – Assinem na linha pontilhada.
Nos dois assinamos o mais rápido possível, sem que parecêssemos
desesperados pelo o dinheiro. Depois ele olhou a nossa certidão de casamente e
assinou os outros papeis. No exato momento em que o ele acabou de assinar as
luzes se apagaram e voltaram depois de dez segundos. Mas as coisas já aviam
mudado. Ele e Julia aviam sumido. Ficamos assustados imaginado no que daria
aquela loura.
Atores que representam os personagens:
Merlia: Halston
Sage
Isabelly: Yvonne catterfeld
Miguel:Josh Dallas
Melissa: Meghan Ory
Matheus: Thomas McDonell
Alice: Caitlin Carver
Isabelly: Yvonne catterfeld
Miguel:Josh Dallas
Melissa: Meghan Ory
Matheus: Thomas McDonell
Alice: Caitlin Carver
Arthur: Cody
Christian
Bernardo: Jake Manley
Renato: Ian Harding
Cauã: Ricky
Whittle
Giulia:
Sasha Pieterse
Julia: Lily Collins
Gente, se
esse capítulo bater o recorde de visualização e tiver 3 comentários opinativos
positivos ate segunda-feira (27/03) eu irei postar um capitulo segunda-feira
Obrigada
por ler!



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