Capítulo 03 - Um caso de polícia


   Parei meu carro atrás do carro de policia do policial que havia vindo isolar a área. Descemos do carro e logo nos deparamos com o corpo de um homem um pouco barrigudo e com poucos cabelos na cabeça. O homem estava com roupas próprias para acampamento e também tinha uma mochila muito usada para acampar do lado do corpo. Me aproximei bastante e percebi que o homem, provavelmente, não tomou banho nos últimos dias, e além só mais, eu pude perceber o que provavelmente foi a causa da morte, o tiro que o homem recebeu perto do coração.
   - Acho que não foi um urso – eu comento ingenuamente.
   - Só se o urso tiver uma arma e souber atirar – Daniel ironiza a situação. – Se você conhecer algum urso assim me avisa.
   - Vai para o inferno – eu disse da maneira mais fofa possível.
   Coloquei minha luva descartável azul e segurando no ombro do homem levantei o corpo para verificar se a bala tinha saído pelas costas ou se tinha ficado dentro da caixa torácica. E tinha um buraco nas costas, então a bala provavelmente estava no chão. Comecei a procurar a bala sozinha enquanto o Daniel ficava parado me olhando como se eu fosse louca.
   - Achei – eu disse quando achei a bala e assim que me virei o Daniel já estava com o plastiquinho de provas para eu colocar a bala.
   Andamos por algumas regiões perto do local do homicídio procurando provas, mas infelizmente não achamos nada. Então voltamos para o carro e eu fui dirigindo ate a delegacia novamente. Mas no meio do percurso acabei virando a esquerda ao invés da direita e o GPs automaticamente fez outro caminho, de distancia parecia a original, seguindo aquela direção da rua.
   - Tem certeza que você quer passa por essas ruas? – Daniel me pergunta mexendo um pouco no GPs para ver as ruas escolhidas por ele.
   - Qual o problema? – respondi com outra pergunta.
   - Aqui não é um lugar um pouco perigoso para passar com esse carro – ele respondeu falando assim visto que meu carro era caro.
   - Você esqueceu que temos uma arma e somos policiais? – eu pergunto baixinho perto dele por que o farol tinha acabado de fechar.

   Olhei para o lado logo em seguida e levei um susto, pois tinha um homem que aparentava estar segurando uma arma em baixo da camisa. 
   - Sai do carro se não eu atiro – o homem falou.
   Eu sai do carro puxando o casaco para ele não ver que eu tinha uma arma e o Daniel fez o mesmo logo em seguida. Analiso um pouco melhor percebi que na verdade o assaltante não tinha uma arma de verdade, pois o formato estava meio deformado. Então coloquei a mão na cintura e apontei minha arma para ele que embranqueceu no mesmo instante. Enquanto isso o Daniel já tinha dado a volta no carro e já estava com as algemas na mão para prende o homem que felizmente não tentou fugir.
   - Você esta preso, tudo que você disser pode e será usado contra você no tribunal!
   Daniel o colocou dentro do carro e eu aviso a delegacia do ocorrido para não chegarmos lá de surpresa com um homem preso.  



    Deixamos o caso do assaltante ficou com outro policial já que eu e o Daniel somos detetives e já tínhamos um caso para desvendar. Pesquisei o histórico do homem morto do meu caso, mas infelizmente não tinha nada de interessante, ele era casado e tinha dois filhos maiores de idade que já moravam em outros estados. Daniel também não tinha achado muito coisa além dessas informações, mas ele achou algumas fotos suspeitas do homem com outra mulher bem mais nova.

   - Será que ele tinha um caso? – Daniel perguntou retoricamente.
   - É o que parece – eu digo me levantando – Vamos conversa com a mulher dele. Enquanto isso você pode ver o nome dessa mulher para a gente, Jennifer Morrison? – eu perguntei para uma policial que estava desocupada antes de sair e ela respondeu um simples e seco sim.


   Chegamos na casa sem pegar transito e paramos o carro na frente da garagem da casa. Para a nossa sorte tinha gente na casa, a mulher do homem morto.
   - Entrem, entrem – a senhora disse aparentemente assustada – Vocês estão com fome? Eu fiz muita comida hoje de almoço. – a senhora disse servindo mais dois pratos da mesa de janta.
   A senhora se sentou na ponta da mesa enquanto eu e o Daniel sentamos nos dois outros lados da mesa. Ela se serviu enquanto eu e o Daniel olhávamos sutilmente ao redor. Eu conseguia ver parte da entrada principal e também a parede do escritório que tinha na parede uma espingarda velha e aparentemente empoeirada. Já o Daniel deve ter visto bem menos, tinha uma parede com um espelho numa moldura antiga e talvez mais alguma coisa.
   Eu recebi um telefonema e me levantei para atender no escritório por que a ligação vinha da delegacia e provavelmente eles dariam alguma informação sobre a investigação que eu na sabia ainda se deveria contar a senhora.
   - Então detetive Duarte, eu achei a mulher das fotos. Ela se chama Britany e tem vinte e um anos, mas ela não esta no país, ela ta na Austrália.
   - Então ela não é uma suspeita. Mas você descobriu por que o home estava na floresta? – eu pergunto.
   - Parece que ele vai todo final de semana para poder andar, ele tem varias fotos de dias que ele fez trilha lá naquelas matas. Você quer saber a causa da morte também?
   - Eu já sei que ele morreu por causa do tiro, só não sei a arma. – eu digo.
   - Ah, ok – ela disse e mexeu em alguns papeis – Tem algo interessante – eu a ouvi ler baixinho e depois falar - Ele levou um tiro em um local onde geralmente as balas ficam retidas, mas essa passou. E a legista falou que a arma provavelmente estava encostada nos peitos dele quando atiraram.
   - Nossa – eu disse horrorizada – Mas qual foi a arma usada?
   - Foi uma espingarda.


Atores que representam os personagens:

Lara: Shailene Woodley
Natasha: Willow Shields
Hilary: Stefanie Von Pfetten
Enzo: Roark Critchlow
Nicole: Júlia Rabello

Daniel: Theo James

Caio: Justin Prentice

Merlee: Sasha Pieterse


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