Eu estava na sala
do meu pai na delegacia, ele estava me explicando pela milésima vez os
procedimentos para prender uma pessoa e outras coisas do dia a dia, já estava
cansada das mesmas palavras.
- Pai, eu juro que já
entendi – eu digo na esperança que ele me liberasse – Com quem eu vou
trabalhar? E onde?
- Sua mesa é aquela
– meu pai aponta para uma mesa que fica perto de uma das entradas – Seu
parceiro é o detetive Sword.
Eu concordo com a
cabeça, para ele perceber que eu já sei de tudo, e ele me libera. Vou ate a
mesa e fico esperando algo acontecer. Enquanto ninguém chegava, abri minha
bolsa e coloquei algumas de minhas coisas na mesa, algumas canetas, lápis,
borracha. Deixei também um carregador e um batom em uma gaveta em baixo da
mesa.
- Oi Lara – ouço alguém falar comigo e
levanto os olhos, era um dos detetives que eu nunca tinha falado – Você veio
falar com o seu pai? Quer que eu o avise?
- Não.
- Então, com todo
respeito, por que você esta aqui? Eu adoraria conversar com você, mas eu vou
conhecer meu parceiro novo hoje – ele diz se sentando na minha frente e
colocando os dois cafés que ele trouxe na mesa.
Coloco a mão na
cintura e mosto o meu emblema de detetive e ele fica surpreso. Que belo jeito
de começar uma amizade, não é? Não.
- Você deve ser o
detetive Sword – eu digo cumprimentando ele.
- Você pode me
chamar de Daniel – ele diz abrindo um sorriso, mas isso não faz apagar o que
ele insinuou anteriormente.
- Você pode me
chamar de detetive Duarte – eu sorrio na intenção de provoca-lo.
- Claro detetive
Duarte – ele diz com uma ironia incomodante – Gostaria de um café?
Eu aceito e fico
olhando o instagram no meu celular enquanto tomo o café com leite e chantili.
Daniel provavelmente esta olhando para mim, mas eu o ignoro.
- Detetives –
alguém aparece chamando nossa atenção – Vocês tem um caso!
- O que aconteceu?
– eu pergunto desligando a tela do meu celular.
- Lara, eu quase
que não te reconheci, você ta de cabelo solto – o policial, que é meu amigo,
falou e me deu um abraço.
- Oi Clay, faz
tempo mesmo que não nos vemos – eu digo ignorando o Daniel sentado na minha
frente – Depois marcamos de sair juntos. Mas agora eu queria saber do caso.
- Bom, é melhor
vocês verem o caso – ele me entrega um papel com o nome da rua e o numero do
local – Foi o marido da mulher que ligou.
Eu e Daniel nos
levantamos e vamos ate o estacionamento. Entramos no meu carro, por estar mais
perto da porta que usamos para sair. Dirijo por algumas quadras já que sei onde
fica a rua por que minha melhor amiga tinha morado nela anos atrás. Paro meu
carro atrás de um carro de outro policial da nossa delegacia que havia chego
antes.
- Você esta
preparada? – Daniel me pergunta e eu olho para ele com uma cara de incomodo
irônico – Você não esta acostumada a ver pessoas mortas logo de manha.
- Meu pai trabalha
nisso desde antes de eu nascer, então eu estou muito acostumada a ver essas
coisas – repondo andando bem ao lado dele para dentro da casa.
Assim que passamos
pela porta nos deparamos com um corpo estirado pelo chão e um pouco de sangue
derramado por de baixo da cabeça da mulher. Um homem, que presumo ser o marido
dela, estava com uma expressão meio abalada e preocupada, os dois ao mesmo
tempo.
- O que aconteceu –
meu parceiro pergunta ao policial que havia chego primeiro.
- Aquele homem – o
policial aponta para o homem em pé ao lado do arco de passagem para a sala –
ligou a alguns minutos relatando que achou a mulher morta assim que acordou.
- Você acordou tão
tarde assim? – eu perguntei espontaneamente.
- Eu fui dormir
tarde ontem, e a Cintia também. – o homem disse se referindo a mulher morta.
Uma resposta bem convincente ao meu ver, no entanto ele não
é um potencial suspeito. Tem algumas coisas bagunçadas no chão e algumas
gavetas aberta, mas o que realmente me chama atenção é as gotas de sangue que
marcou o fim do corrimão da escada, mesmo a escada sendo um pouco longe de onde
o corpo estava. Daniel não parecia que ligava muito para aquilo já que ele já
estava saindo pela porta da frente da casa.
- O que você esta
fazendo? – pergunto ao Daniel assim que me próximo dele.
- Eu to ligando
para a delegacia.
- Então pede para
pesquisar o histórico daquele homem da casa. – eu peço a ele.
Ele pede a outra
pessoa na linha e depois de algum tempo desligou. Daniel foi andando para
carro, mas como eu não abri ele virou para mim confuso.
- O que foi?
- Não acabamos por
aqui – respondo e ele ainda esta confuso – Vamos interrogar alguns vizinhos,
talvez consigamos alguma coisa.
- Não consigo te
entender – ele diz rindo um pouco.
- Pelo menos eu
estou nos levando a algum lugar, já você quer voltar para delegacia e comer donalts
recheados de chocolate. – digo e saio andando para a casa a direita da qual
ocorreu o assassinato.
Não olho para trás,
mas sei que Daniel esta vindo bem atrás de mim. Quando bato na porta da casa
ele já esta praticamente do meu lado. Uma mulher com, aparentemente, mais de 40
anos abre a porta e aceita que entramos para fazer algumas perguntas a ela.
- Qual seria seu nome senhora? – Daniel pergunta para anotar
por causa da entrevista.
- Helen Binet
- Podemos começar?
– eu pergunto a moça e ela assente com a cabeça – Você mora ao lado dos Mast há
quanto tempo?
- Desde que eles se
mudaram para a cassa ao lado há quatro anos.
- Você já viu
alguma coisa que pode ser considerada agressiva entre eles? – eu pergunto logo
depois.
- Infelizmente sim,
praticamente, toda semana víamos briga dos dois de manha, além de várias noites
ou vimos gritos de briga de dentro da casa. – a mulher disse transparecendo
calma.
- Você sabe mais alguém
que possa confirmar isso?
- Acho que qualquer
um dos vizinhos mais próximos. O que aconteceu? Alguém chamou a policia por
causa das brigas?
- Não, na verdade
ouve um assassinato. – Daniel responde a mulher que fica boquiaberta. – Infelizmente
precisamos ir embora agora, se a senhora tiver mais alguma informação vá ate a
delegacia, por favor.
A senhora se
despede da gente e abre a porta para nos dois sairmos. Fomos direto para a
outra casa vizinha. Desta vez foi um homem que abriu com uma criança, de mais
ou menos dois anos, no colo.
- Podemos entrar
para fazermos algumas perguntas para o senhor?
O homem hesita por
um segundo quando o Daniel pergunta, mas logo depois assente. Entramos e nos
sentamos confortavelmente nas poltronas da sala que estava repleta de
brinquedos.
- Desculpa a
bagunça, não estou tendo tempo para arrumar cuidando dessas três pequenas. – o
homem diz com a voz esperançosa, talvez ele esperasse que falássemos de algum
outro caso.
- Nos estamos aqui
para interroga-lo para o caso do assassinato na casa vizinha – Daniel diz com a
voz meio irritada, acho que ele esta com fome já que são quase hora do almoço.
– Você já viu alguma coisa peculiar com o casal que mora na casa ao lado?
- Sinceramente,
sim. Eles estão sempre brigando. – o homem olha para as três filhas, que
brincavam perto, antes de continuar – E eu já vi tambem, em um dia a noite, ele
batendo no rosto dela. Claro que não foi do lado de fora da casa. Eu estava
fechando a cortina do quarto de uma de minhas filhas quando eu o vi agredindo
ela, mas foi só isso que eu vi – agora o homem estava mais eufórico – Eu também
já ouvi gritos femininos, mas não sei bem por que. Na verdade eu sei, mas não
posso provar. Então é melhor eu falar que não sei de nada já que...
- Já esta bom – eu
digo. Eu também estou com fome já temos um grande suspeito.
Daniel fica pegando
as informações do homem e eu saio para tomar um ar na varanda da frente da
casa. Tem uma parede alta dos lados, então não da para ver a casa que esta
sendo investigada. Começo a ouvi uma conversa no celular que vinha do outro
lado da parede, vinha da casa, vinha do marido da mulher morta.
- É Caio, ela
morreu. – ouve um silencio por alguns segundos curtos – Foi um acidente, mas eu
já resolvi – outro silencio rápido – Eu fiz parecer ser uma tentativa de roubar
a casa que deu errado, e eu chamei a policia hoje de manha.
Agora teve um tempo de silencio um pouco maior e eu continuei atrás da
parede parada. Daniel passa pela porta e me vê, já ai abri a boca para falar
alguma coisa quando fiz o sinal para que ele se abaixasse e ficarmos em
silencio. Ele vem ate o meu lado silenciosamente e ficamos esperando palavras.
- Onde você ta? O que eu faço agora? Me ajuda – pediu o homem
continuando a ligação - Eu não vou me
entregar, sem chances. Eu matei ela, mas a policia não precisa saber.
Eu e Daniel levantamos e fomos ate o homem, que ficou muito surpreso com
nossa aparição. Ele largou o celular que cai direto no chão e saiu correndo
para trás da casa. Eu corri antraz dele, enquanto Daniel deu a volta na casa
para encurralar o homem. Mas ele não deu a volta na casa, ele correu reto em
direção da rua de traz. Eu o segui até consegui alcança-lo, e logo depois que o
derrubei no chão o Daniel chegou já com as algemas a portos para colocar nas
mãos do homem.
- Tudo que você disser pode e será usado contra você no tribunal!
Atores que representam os personagens:
Lara: Shailene Woodley
Natasha: Willow Shields
Hilary: Stefanie Von Pfetten
Enzo: Roark Critchlow
Nicole: Júlia Rabello
Daniel: Theo James
Caio: Justin Prentice
Merlee: Sasha Pieterse
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