Acordei no meio da noite aos berros da Alice. Ela me chamava desesperadamente como se algo tivesse acontecido. Demorei a perceber, a cama estava meio melada e a Alice estava com a mão sobre a grande barriga.
- O bebe – Alice disse com certo desespero – O bebe vai nascer.
- Mas agora? Não seria só semana que vem? – eu pergunto.
- Parece que ele cansou de esperar, preciso ir para o hospital.
Eu me levanto de uma vez só e corro ate o quarto dos meus pais que já estava fora da cama quando abri a porta. Cada um para um lado, minha mãe desceu as escadas discando para um numero no telefone, enquanto meu pai foi ate o meu quarto, onde a Alice estava. Pouco tempo depois todos estavam no corredor querendo saber o que acontecia. Meu pai veio ajudando a Alice a ir do quarto ate o carro que Isabelly já tinha ligado. Não sabia bem o que eu poderia fazer, então também a ajudei a descer as escadas e entra no banco de traz do carro.
Chegamos no hospital mais rápido do que das outras vezes que eu tinha ido ate la. Mas mesmo assim, a Alice parecia sentir mais dor a cada segundo que passava. As ruas estavam vazia, e a única coisa que ouvíamos era a Alice soltando alguns gritinhos de dor que irritam o ouvido.
- Para de exagerar Alice – Isabelly disse claramente estressada e com muito sono – A bolça só estourou, o bebe não esta nascendo ainda. Um parto normal doe muito mais, eu tive parto normal de gemes, então pare de reclamar tanto.
Entramos no hospital e a Alice parecia mais calma, ela não estava gritando. Logo uma equipe de enfermeiras chegou com uma maca na qual ela deitou para ir uma sala de exames.
- Parece que a bolsa rompeu a mais ou menos 3 horas, o bebe já ta quase pronto pra nascer. – ouvi uma enfermeira falar com a outra.
- Teremos que espera, a moça é menor de idade. – outra enfermeira disse – Os responsáveis dela estão a caminha, ela tava na casa do namorado.
- Fala para o bebe esperar – a primeira enfermeira voltou a falar – Acho que não vai da para esperar.
Outra mulher, presumo que seja uma medica agora por causa das roupas, chega na sala. Ela parece acalma como se lidasse com isso todo dia. Será que ela lida com isso todo dia?
- Levem-na para sala de parto normal, o bebe já esta quase saindo – ela disse as enfermeiras e depois olhou para mim e disse calmamente, como antes – Você é o pai daquele bebe que esta por nascer?
Eu assenti com a cabeça.
- Então me acompanhe – ela concluiu e saiu andando e eu fui logo atrás.
Andamos um pouco por alguns corredores ate a sala que a Alice estava. Aparentemente já estava tudo pronto para começar. Eu não tinha ideia do que fazer, fique parado ate que alguém me mandasse fazer algo. Espero que não tenha sague.
- Fique do lado dela e segure sua mão. – uma enfermeira disse para mim.
Logo que eu não fazia ideia do que eu tinha de fazer, eu obedeci e segurei a mão da Alice e fique bem ao seu lado. Ela olhou para mim e sorriu, ela já estava meio suada e sua cara transmitia um pouco de dor.
- Obrigada por esta comigo – ela disse baixinho.
E não demorou muito para outra forte contração vim e ela sofreu novamente de dor. Uma enfermeira disse que da próxima vez teria que fazer mais força e eu sentir a Alice segurar com mais firmeza a minha mão. Quando a próxima contração veio, ela apertou tão forte a minha mão que chegou a amaçar. E teve resultado, pois uma da enfermeira disse que já era possível ver a cabecinha. Alice sorriu novamente, mas agora ela suava muito, muito mais que antes. Mais uma contração, ela fez ainda mais força e foi quando a cabecinha saiu trazendo junto o resto do corpinho e um choro de quem acaba de nascer.
- Nasceu – uma enfermeira comemorou segurando os bebes nas mãos.
Eu esperei ao lado da Alice enquanto cortavam o cordão umbilical. Não demorou muito para que o Matheusinha tivesse no colo da mamãe. Quando olhei para frente pude ver toda família olhando pela janela para ver o nascimento do bebe. Meus pais e os pais da Alice, todos, estavam com um grande sorriso.
















Comentários
Postar um comentário