Capítulo 23 - Procura-se um papai

Narradora: Julia


   - Eu tinha doze anos quando o vi pela primeira vez, ele chegou em um fim de semana muito, muito gelado – eu comecei a falar assim que me sentei no sofá branco da sala da psicóloga – Ele se inteiriçou muito em mim. Conversamos bastante, e logo antes de ir embora ele me contou, ele me contou que era meu pai. Eu quase não acreditei, mas ele tinha provas. Ele tinha um teste de DNA. Eu acreditei fácil, não só por que ele tinha provas, mas também por que eu os tinha doze anos. – As lagrimas começaram a sair dos meus olhos e tive que me segurar para não me descontrolar – E foi nesse mesmo dia que o dono da casa onde eu morava com minha mãe começou a me forçar a fazer algumas coisa que eu não sabia direito o que era – as lagrimas começaram a tomar conta de mim – Só que agora eu sei o quanto era errado aquilo e...
   - Não precisa continuar querida – a psicóloga disse tentando me acalmar – Se você quiser pode ir para casa, acho melhor pararmos por hoje.
   Eu concordei com a medica e sair da sala. Como tinha combinado com a minha mãe, eu iria para casa sozinha do mesmo modo que tinha vindo da escola para aqui, pegando o ônibus. Fui andando ate o ponto de ônibus que ficava perto da entrada do hospital. Não demorou muito para o ônibus que eu queria passar, já estava tarde e eu precisava ir logo para casa.
   Desci do ônibus a alguns metros da minha casa e fui andando ate lá. Mas assim que virei à esquina da minha casa me deparei com algo muito estranho, quase todo o espaço na frente da minha casa estava cercado por policiais e eu não conseguia ver ninguém conhecido. Abaixei-me um pouco para passar por baixo da faixa amarela que isolava a aria, quando um policial que parecia ser bem velho veio me impedir.
   - Desculpa senhorita, mas a aria esta restrita somente a policiais e moradores dessa casa – ele disse apontando para a minha casa.
   - Mas eu moro nessa casa – eu falei – Eu me chamo Julia.
   - Você deve ser a filha da Isabelly – ele me disse colocando a mão nas minhas costas – Ela esta sentada atrás daquela ambulância. Eu vou te acompanhar ate lá – ele terminou de falar e depois me acompanhou com muita educação ate onde minha mãe estava de cabeça baixa.
   - Mamãe, o que aconteceu? – eu perguntei abraçando-a.
   - O Miguel foi atropelado aqui em frente, mas parece que não foi um acidente, foi uma tentativa de assassinato ou algo assim. Ele foi para o hospital, mas ele estava em um péssimo estado. – minha mãe disse e começou a chora muito.
  Depois de alguns minutos outro policial apareceu para falar com a minha mãe:
   - Desculpa, mas a senhora gostaria de ir ate o hospital? O delegado já liberou você.
   - Eu só vou pegar minha bolsa e já vou – minha mãe disse – Julia, fica com a Melani e a Merlia.
   Eu concordei com ela usando a cabeça e fui fazer o que ela sugeriu.
   - Como vocês estão meninas? – eu disse ao me aproximar da Merlia do Matheus, enquanto a Melani e o Raphael estavam sentados no degrau da porta de entrada.
   - O que você acha? Eu acabei de chegar da delegacia e descubro que meu pai quase morreu. – ela disse ficando cada vez mais nervosa – Não, eu não estou bem.
   Assim que ela terminou de falar, ela saiu e foi falar com a Melani e o Raphael, e eu fiquei parada onde eu estava enquanto Matheus encarava a escuridão da noite.
   - Esta frio, acho melhor entrarmos – Matheus disse quebrando o silencio, eu concordei com a cabeça e ambos entramos em casa.
   Assim que passei pela porta da frente, me dirigir ao meu quarto para poder ficar sozinha em um lugar quieto e tranquilo. Tentei me acalmar, estava sentindo que parecia me corroer de dentro para fora. Pela minha cabeça começou a se passar repetidamente as palavras que Merlia tinha dito só para eu me sentir inferior. Comecei a sentir raiva dela, queria gritar com ela ate que ela me implorasse perdão e...
   Não. Essa não sou eu. Tinha algo de errado comigo, eu devo esta ficando louca.
   - O que acontecendo comigo? – eu me perguntei em voz alta.
   - Você só esta com muita raiva, isso não é tão ruim assim – uma voz me respondeu.
   Olhei para traz a procura de quem avia me respondido. A voz era família, mas não era do Matheus nem do Raphael. Era uma voz que me lembrava da minha vida na Europa.
   - Quem esta aqui? – eu perguntei já que eu não avia visto ninguém. – Quem esta aqui? – perguntei novamente tentando parecer mais confiante.
   - Você não me reconheceu pela minha voz? – o homem sussurrou no meu pescoço e podia sentir sua respiração em minha nuca. – To decepcionado minha filhinha.
   Olhei para o lado para confirmar, mas àquela hora eu já sabia que era meu pai, Renato, que estava ali. Meu coração começou a bater muito rápido e minha garganta se fechou quase me impedindo de respirar e impossibilitando completamente a minha fala. Não conseguia grita, não conseguia me mexer, só consegui senti um medo que a cada instante amentava.
   Ele segurou com força o meu braço e me conduziu ate a janela de onde me jogou sem hesitar. Nada passava pela minha cabeça, como se eu estivesse em um traze. Por sorte, eu cai em um coxão de ar do qual uma mulher me tirou logo que eu aterrissei e ela me colocou nos bancos de traz de um carro preto. De onde eu estava sentada pude ver o Renato sair do meu quarto do mesmo modo que eu avia feito e também entrar no carro, só que diferentemente de mim, ele sentou-se no banco do motorista e ligou o carro.
Antes de dar a partida, ele se virou para a mulher e a beijou apaixonadamente. No monto em que eles se separaram eu percebi quem era aquela mulher, era a Melissa. Sim, a Melissa, a ex-mulher do Miguel.
    Assim que o carro se mexeu, alguns policiais apareceram na frente do carro tentando impedi-lo de andar. Mas meu pai não pensou duas vezes e acelerou o carro tão rápido que me obrigou a encostar as costas no banco.
   Acho que ele não tirou o pé do acelerador por nenhum minuto se quer, a cada instante o carro parecia estar mais rápido. Foi então, que outro carro preto apareceu em nossa frente e se chocou com o nosso carro fazendo capota diversas vezes.
   Não sei o que aconteceu depois, tudo se escureceu para mim e não pude sentir, nem ouvir, nem ver mais nada.



Atores que representam os personagens:
Merlia: Halston Sage
Isabelly: Yvonne catterfeld 
Miguel:Josh Dallas
Melissa: Meghan Ory
Matheus: Thomas McDonell
Alice: Caitlin Carver
Arthur: Cody Christian
Bernardo: Jake Manley
Renato: Ian Harding
Cauã: Ricky Whittle
Giulia: Sasha Pieterse
Julia: Lily Collins
Melani: Ashley Benson

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