Capítulo 16 - Procura-se um papai

Narradora: Merlia
   - Filha, o que esta acontecendo? – minha mãe me perguntou.
   - O problema é que a Julia trouxe essa menina para nossa casa. – eu respondo – Você sabe o que a Mariana fez para a Alice?
   - O que eu fiz? – Mariana pergunta como se não intendesse nada.
   - Por sua causa eu e ela fomos para na coordenação e os pais da Alice devem esta lá na escola. – eu disse quase corando.
   - Então, acho melhor você fiscalizar antes de começar a fofocar no banheiro. Podia ser qualquer garota – Mariana fala.

   - O problema não somos nós. É você, e todo mundo da escola acho isso – eu gritei – Já parou para pensar, as suas únicas amigas são sua prima e a Julia, que acabou de entra na escola. Mariana, você é uma cobra.
   Minha mãe e a Julia estavam de boca aberta e Mariana estava furiosa, dava para ver o sangue sair dos seus olhos. Então, quando ela se levantou da cama, eu sair correndo para meu quarto e a ouvir vindo atrás, mas eu cheguei a tempo de fechar e trancar a porta.
   Meu coração batia muito rápido e meus pensamentos variavam rapidamente pela minha cabeça. Mas eu tinha que me acalmar e pensar direito, tinha que pensar no que eu iria fazer. E sei que minha mãe não esta do meu lado, ela ama aquela filhinha adotada dela.
   Ouvi minha mãe bater na porta, mas a ignorei. Comecei a arrumar uma bolsa com as minha coisa. Já tinha pego roupas intimas, shampoo, sabonete, escova de dente, desodorante, perfume e algumas roupas, quando ouvi minha mãe chorando na porta do quarto, e ela também falava alguma coisa incompreensível por mim.
   Eu ainda estava muito brava, então só a ignorei. Terminei de arrumar as coisas e coloquei uma roupa um pouco mais quente do que a que eu fui para a escola, pois os dias já estavam começando a esfriar e eu não queria ficar doente.
   Peguei minha bolsa e cuidadosamente abri a tranca da minha porta. Depois, sai na minha varando e desci com a ajuda de um cano, sai correndo, pulei a cerca que cercava minha casa e ainda consegui pegar o ônibus, do outro lado da rua, que me levava para a casa do Arthur.
   E durante a viagem, eu comecei a me recorda de quando eu fazia isso só para me encontrar com o Arthur, quando nos ainda nem namorávamos serio.



Narradora: Isabelly
   A briga não tinha terminado, elas só tinha se trancado cada uma no seu quarto. A Maria estava com a Julia e a Merlia estava sozinha, logo, achei melhor ir falar com ela primeiro. Bati na porta algumas vezes, mas não obtive resposta. Sentei contra a porta e comecei a chorar, e só quando consegui m e acalmar que comecei a falar:
   - Filha, desculpa – fiz uma pausa e respirei fundo – Eu preciso te contar uma coisa. Eu menti para você, esse tempo todo. Você não é filha única – eu respirei fundo novamente – Eu tive gêmeas, você e a Melani. Mas eu quis ficar só com você, e dei a Melani para uma amiga da minha prima que mora em Minas Gerais. – eu comecei a chorar e tive que me controlar para continuar a falar – Eu sempre recebo fotos dela, ela é linda como você, mas é também muito diferente. Vocês nem parecem gêmeas.
Foi quando ouvi a porta se destrancar e eu levantei. Peguei meu celular e enquanto eu achava a foto eu vi a Merlia saindo pela varando. Eu corri ate ela, mas não consegui impedir. Ela entrou em um ônibus e foi embora. Aquilo doeu dentro de mim. Ela deve ter ficado decepcionada comigo, com o que eu fiz.
Olhei meu celular e estava ali à foto do meu erro, acho que o maior dele. Eu nunca devia ter abandonado a Melani. 



Narradora: Alice
   Depois que eu cheguei em casa, eu subi para o meu quarto e meus pais ficaram na sala fazendo a matricula da nova escola, que é só para garotas, por que eu irei começar a estudar nela na próxima segunda-feira. Mas, sinceramente, eu não quero mudar de escola, mesmo com aquela diretora que parece um botijão de gás, pelo simples fato de que eu não quero ficar longe dos meus amigos e também não quero conhecer novas pessoas.
   Eu não sei o que fazer. Eu poderia gritar pela janela ou quebrar tudo do meu quarto, ou talvez as duas coisas juntas. Eu, realmente, não sei.
   Quando toca a campanhia, peço que é a policia vindo me prender por ter esses pensamentos, acho que eu realmente estou ficando louca. É a Merlia na porta e meus pais deixaram ela entra e subir ate o meu quarto.
   - Alice – ela disse me abraçando um pouco forte de mais. Ela tinha alguma coisa, e eu também. Nos duas sabíamos disso – Você esta bem?
   - A medida do possível – eu disse tentando sorri. – Você brigou com a sua mãe?
   - Briguei. Então eu fui tentar falar com o Arthur, mas ele não esta em casa. – Merlia disse – Depois eu vim aqui. Mesmo sabendo que você não esta muito bem a ponto de me ajudar.
   - Não tem problema, eu estou mesmo precisando de você – eu disse e abracei a Merlia por algum tempo.
   Depois minha mãe veio e chamou-nos duas para comermos pão de queijo que tinha acabado de sair do forno e beber suco de melancia bem geladinho.

Narradora: Julia
   - Então doutora, eu pensei que indo para a escola eu ficaria melhor e não precisaria vim mais aqui, mas a escola só deixa as pessoas piores – eu disse para minha psicóloga com grande vontade de chorar.
   - Eu sei exatamente o que você achou. – ela disse calmamente – Você achou que a escola seria fácil fazer amigos, mas na verdade não foi assim.
   - Não. Foi diferente do que você falou. Eu fiz amizade com uma menina que é parente da diretora, mas ela não é exatamente uma boa pessoa.
   - O que seria exatamente uma boa pessoa? – ela me perguntou.
   - Uma pessoa que faz as coisas sem a intenção de prejudicar ninguém.
   - E como você sabe que ela fez intencionalmente?
   - Ela me disse – eu respondi.
   Então ela falou depois de alguns minutos olhando os papeis em suas mãos.
   - Julia, me desculpa, mas a consulta já acabou. – ela disse e eu me levantei e sai.
   Isabelly estava fora da sala me esperando para irmos ao ginecologista. E assim que eu sair fomos andando ate a outra ala do hospital em silencio. Sentamos por mais ou menos dois minutos na frente da sala e depois que ela chamou nos entramos.
   Tenho que admitir que essa consulta foi a coisa mais constrangedora que já passei desde vim para o Brasil.  Mas a doutora e minha mãe pareceram que passavam por algo muito comum. No fim nos sentamos para uma conversa final.
   - Como eu posso falar isso? – a medica se perguntou baixinho – Você pode... Você já... Eu preciso... – ela tentou falar alguma coisa, mas não saia mais de duas palavras por frase – Você pode ir fazer um exame rápido de sangue. Depois você volta. Vai ser rápido, o resultado sai depois de mais ou menos 20 minutos. 
   Minha mãe levantou eu a acompanhei ate a sala de coleta de sangue. Ficamos esperando por 15 minutos ate chamarem meu nome, minha mãe fez um registro e 5 minutos depois eu entrei na sala. Me sentei na cadeira e coloquei meu braço para o lado. Uma enfermeira veio com uma agulha e tirou um pouco de sangue do meu braço e colocou no potinho. E só ai começou a doer, mas eu não me mexi, nem um pouquinho.
   Elas colocaram um adesivo e eu me levantei. Depois segui minha mãe ate a sala da ginecologista como se eu fosse um robô. Ficamos esperando mais ou menos meia hora e então voltamos para a sala dela.
   - O exame constatou que você esta gravida Julia. Isso é possível? – a medica perguntou.



Atores que representam os personagens:
Merlia: Halston Sage
Isabelly: Yvonne catterfeld 
Miguel:Josh Dallas
Melissa: Meghan Ory
Matheus: Thomas McDonell
Alice: Caitlin Carver
Arthur: Cody Christian
Bernardo: Jake Manley
Renato: Ian Harding
Cauã: Ricky Whittle
Giulia: Sasha Pieterse
Julia: Lily Collins
Melani: Ashley Benson

Deixem suas opiniões nos comentário e compartilhe com os amiguinhos!
Obrigada por ler!

Comentários