Narradora: Merlia
- Filha, o que esta acontecendo? – minha mãe me perguntou.
- O problema é que
a Julia trouxe essa menina para nossa casa. – eu respondo – Você sabe o que a
Mariana fez para a Alice?
- O que eu fiz? –
Mariana pergunta como se não intendesse nada.
- Por sua causa eu
e ela fomos para na coordenação e os pais da Alice devem esta lá na escola. –
eu disse quase corando.
- Então, acho
melhor você fiscalizar antes de começar a fofocar no banheiro. Podia ser
qualquer garota – Mariana fala.
- O problema não
somos nós. É você, e todo mundo da escola acho isso – eu gritei – Já parou para
pensar, as suas únicas amigas são sua prima e a Julia, que acabou de entra na
escola. Mariana, você é uma cobra.
Minha mãe e a Julia
estavam de boca aberta e Mariana estava furiosa, dava para ver o sangue sair
dos seus olhos. Então, quando ela se levantou da cama, eu sair correndo para
meu quarto e a ouvir vindo atrás, mas eu cheguei a tempo de fechar e trancar a
porta.
Meu coração batia
muito rápido e meus pensamentos variavam rapidamente pela minha cabeça. Mas eu
tinha que me acalmar e pensar direito, tinha que pensar no que eu iria fazer. E
sei que minha mãe não esta do meu lado, ela ama aquela filhinha adotada dela.
Ouvi minha mãe
bater na porta, mas a ignorei. Comecei a arrumar uma bolsa com as minha coisa.
Já tinha pego roupas intimas, shampoo, sabonete, escova de dente, desodorante,
perfume e algumas roupas, quando ouvi minha mãe chorando na porta do quarto, e
ela também falava alguma coisa incompreensível por mim.
Eu ainda estava
muito brava, então só a ignorei. Terminei de arrumar as coisas e coloquei uma
roupa um pouco mais quente do que a que eu fui para a escola, pois os dias já
estavam começando a esfriar e eu não queria ficar doente.
Peguei minha bolsa
e cuidadosamente abri a tranca da minha porta. Depois, sai na minha varando e
desci com a ajuda de um cano, sai correndo, pulei a cerca que cercava minha
casa e ainda consegui pegar o ônibus, do outro lado da rua, que me levava para
a casa do Arthur.
E durante a viagem,
eu comecei a me recorda de quando eu fazia isso só para me encontrar com o
Arthur, quando nos ainda nem namorávamos serio.
Narradora:
Isabelly
A briga não tinha
terminado, elas só tinha se trancado cada uma no seu quarto. A Maria estava com
a Julia e a Merlia estava sozinha, logo, achei melhor ir falar com ela
primeiro. Bati na porta algumas vezes, mas não obtive resposta. Sentei contra a
porta e comecei a chorar, e só quando consegui m e acalmar que comecei a falar:
- Filha, desculpa –
fiz uma pausa e respirei fundo – Eu preciso te contar uma coisa. Eu menti para
você, esse tempo todo. Você não é filha única – eu respirei fundo novamente –
Eu tive gêmeas, você e a Melani. Mas eu quis ficar só com você, e dei a Melani
para uma amiga da minha prima que mora em Minas Gerais. – eu comecei a chorar e
tive que me controlar para continuar a falar – Eu sempre recebo fotos dela, ela
é linda como você, mas é também muito diferente. Vocês nem parecem gêmeas.
Foi quando ouvi a porta se destrancar e eu levantei. Peguei
meu celular e enquanto eu achava a foto eu vi a Merlia saindo pela varando. Eu
corri ate ela, mas não consegui impedir. Ela entrou em um ônibus e foi embora.
Aquilo doeu dentro de mim. Ela deve ter ficado decepcionada comigo, com o que
eu fiz.
Olhei meu celular e estava ali à foto do meu erro, acho que
o maior dele. Eu nunca devia ter abandonado a Melani.
Narradora:
Alice
Depois que eu
cheguei em casa, eu subi para o meu quarto e meus pais ficaram na sala fazendo
a matricula da nova escola, que é só para garotas, por que eu irei começar a
estudar nela na próxima segunda-feira. Mas, sinceramente, eu não quero mudar de
escola, mesmo com aquela diretora que parece um botijão de gás, pelo simples
fato de que eu não quero ficar longe dos meus amigos e também não quero
conhecer novas pessoas.
Eu não sei o que
fazer. Eu poderia gritar pela janela ou quebrar tudo do meu quarto, ou talvez
as duas coisas juntas. Eu, realmente, não sei.
Quando toca a
campanhia, peço que é a policia vindo me prender por ter esses pensamentos,
acho que eu realmente estou ficando louca. É a Merlia na porta e meus pais
deixaram ela entra e subir ate o meu quarto.
- Alice – ela disse
me abraçando um pouco forte de mais. Ela tinha alguma coisa, e eu também. Nos
duas sabíamos disso – Você esta bem?
- A medida do
possível – eu disse tentando sorri. – Você brigou com a sua mãe?
- Briguei. Então eu
fui tentar falar com o Arthur, mas ele não esta em casa. – Merlia disse –
Depois eu vim aqui. Mesmo sabendo que você não esta muito bem a ponto de me
ajudar.
- Não tem problema,
eu estou mesmo precisando de você – eu disse e abracei a Merlia por algum
tempo.
Depois minha mãe
veio e chamou-nos duas para comermos pão de queijo que tinha acabado de sair do
forno e beber suco de melancia bem geladinho.
Narradora: Julia
- Então doutora, eu
pensei que indo para a escola eu ficaria melhor e não precisaria vim mais aqui,
mas a escola só deixa as pessoas piores – eu disse para minha psicóloga com
grande vontade de chorar.
- Eu sei exatamente
o que você achou. – ela disse calmamente – Você achou que a escola seria fácil
fazer amigos, mas na verdade não foi assim.
- Não. Foi
diferente do que você falou. Eu fiz amizade com uma menina que é parente da
diretora, mas ela não é exatamente uma boa pessoa.
- O que seria
exatamente uma boa pessoa? – ela me perguntou.
- Uma pessoa que
faz as coisas sem a intenção de prejudicar ninguém.
- E como você sabe
que ela fez intencionalmente?
- Ela me disse – eu
respondi.
Então ela falou
depois de alguns minutos olhando os papeis em suas mãos.
- Julia, me
desculpa, mas a consulta já acabou. – ela disse e eu me levantei e sai.
Isabelly estava
fora da sala me esperando para irmos ao ginecologista. E assim que eu sair
fomos andando ate a outra ala do hospital em silencio. Sentamos por mais ou
menos dois minutos na frente da sala e depois que ela chamou nos entramos.
Tenho que admitir
que essa consulta foi a coisa mais constrangedora que já passei desde vim para
o Brasil. Mas a doutora e minha mãe
pareceram que passavam por algo muito comum. No fim nos sentamos para uma
conversa final.
- Como eu posso
falar isso? – a medica se perguntou baixinho – Você pode... Você já... Eu
preciso... – ela tentou falar alguma coisa, mas não saia mais de duas palavras
por frase – Você pode ir fazer um exame rápido de sangue. Depois você volta.
Vai ser rápido, o resultado sai depois de mais ou menos 20 minutos.
Minha mãe levantou eu a acompanhei ate a sala
de coleta de sangue. Ficamos esperando por 15 minutos ate chamarem meu nome,
minha mãe fez um registro e 5 minutos depois eu entrei na sala. Me sentei na
cadeira e coloquei meu braço para o lado. Uma enfermeira veio com uma agulha e
tirou um pouco de sangue do meu braço e colocou no potinho. E só ai começou a
doer, mas eu não me mexi, nem um pouquinho.
Elas colocaram um
adesivo e eu me levantei. Depois segui minha mãe ate a sala da ginecologista
como se eu fosse um robô. Ficamos esperando mais ou menos meia hora e então voltamos
para a sala dela.
- O exame constatou
que você esta gravida Julia. Isso é possível? – a medica perguntou.
Atores que representam os personagens:
Merlia: Halston Sage
Isabelly: Yvonne catterfeld
Miguel:Josh
Dallas
Melissa: Meghan Ory
Matheus: Thomas McDonell
Alice: Caitlin Carver
Melissa: Meghan Ory
Matheus: Thomas McDonell
Alice: Caitlin Carver
Arthur: Cody Christian
Bernardo: Jake Manley
Renato: Ian Harding
Cauã: Ricky Whittle
Giulia: Sasha Pieterse
Julia: Lily Collins
Melani: Ashley Benson
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