Capítulo 12 - Procura-se um papai

Narrador: Alice


   Já estávamos viajando a 6 horas. Mas eu não cansada, afinal, eu dormi todo o percurso. Tínhamos parado em uma lojinha a beira da estrada para fazer xixi e come alguma coisa. Depois disso ficamos esperando o resto dos passageiros do lado de fora do ônibus. Eu estava encostada no ônibus e o Matheus estava na minha frente com o nariz grudado no meu. Comecei a me diverti mexendo em seu cabelo comprido. 
   Parecia que era o dia mais perfeito da minha vida. Eu e ele estávamos conectados profundamente. Ate homem louco puxou o Matheus e soco-o no rosto deixando uma grande marca.
   - Vocês não tem vergonha de fica se agarrando aqui, em publico? – o homem gritou – Vocês duas são deploráveis.
   Matheus levantou o rosto e o homem viu que ele era um homem. Afinal, acho que ele não tinha percebido, e achou que éramos duas mulheres. Então o homem começou a dar passos para traz enquanto Matheus dava passos para frente em direção do homem. Quando o homem já estava encurralado, Matheus falou com um pouco de frieza:
   - Acho que seus pensamentos são velhos, como o senhor.
   Depois nos dois entramos e nos sentamos no ônibus, e esperamos alguns poucos minutos para partirmos. Matheus estava fazendo carinho na minha cabeça quando o homem apareceu novamente:
   - Você vai ficar protegendo essa vagabunda ou vai termina de brigar comigo? – o homem disse se dirigindo ao Matheus.
   Matheus pareceu um pouco assustado, mas se levantou e começou a brigar com o homem. Foram muitos chutes e socos. Mas a luta só acabou quando o assistente do motorista tirou o homem de cima do Matheus, que já estava desacordado. O ônibus parou no acostamento e chamou uma ambulância.
   Quando os médicos chegaram fui junto com o Matheus para o hospital e tive que levar todas as malas, sozinha, ate um quarto de internação vazio.
Matheus tinha perdido muito sangue e estava em estado critico, precisava de uma doação emergencialmente. Mas no hospital não tinha nenhum compatível ao dele. Então tive que quebrar a promessa e ligar para Merlia.
Merlia: Alo! Alice?
Eu: OI Merlia. Eu preciso da sua ajuda.
Merlia: Fala
Eu: A história começa assim...





Narrador: Merlia
   Eu não entrei em desespero e nem podia. Mesmo porque não podia, não seria nada bom. Alice não tinha ideia de onde estava, mas eu sabia bem a localização dela. Então chamei meu pai e a Melissa e contei o que tinha acontecido.  Meu pai teve a mesma reação que eu, mas a Melissa começou a chorar e se descabelar como uma louca. Mas mesmo assim decidimos que iriamos nos três ate lá de carro.

   Já estávamos saindo para viajar ate lá, quando minha mãe chegou e eu tive que contar toda a história novamente. Então ela resolveu que tinha que ir junto. E lá se foi mais uma hora perdida esperando ela e a Julia arrumarem uma pequena mala para irmos. Meu pai estava dirigindo e a Melissa estava ao seu lado, atrás estava minha mãe e a Julia, e eu estava em um dos dois bancos extras no porta-malas. Eu queria ficar sozinha e em paz ouvindo minhas musicas da Demi Lovato. 

 

Narrador: Isabelly
   Não sei quantas horas já estávamos viajando, mas eu já estava cansada de esta no mesmo carro que a Melissa. Eu e ela estávamos procurando, em milhares de papeis, qual era o sangue do Matheus. A Alice não estava mais atendendo e os pais de não lembravam mais qual era, provavelmente por nunca ter precisado.
   Meus olhos já estavam cansados de procurar, sem dormi, quando achei a certidão de nascimento dele. Tinha o tipo de sangue dele, e também dos pais, mas nenhum era compatível ao outro. Então sem nem tocar nesse assunto entreguei o papel para Melissa e falei que iria dormir, mas na verdade eu só iria fechar os olhos e espera o circo pegar fogo.
   - Nem eu, nem você somos compatíveis. – Melissa começou depois de um tempo.
   - Mas como isso é possível? – Miguel perguntou
   - Eu não sei Miguel – ela disse com voz de choro – Voce sabe que eu te amo, não é?
   - Sinceramente, eu não sei mais de nada – Miguel disse virando a direita, provavelmente tínhamos chegado à cidade onde eles estavam.
   Andamos mais ou menos dois quilômetros em uma velocidade pequena. Mas quando paramos o carro estávamos em um hospital. Fingi que acordei e depois acordei a Julia e a Merlia.
   Quando entramos no hospital fomos rapidamente levados ao quarto da Alice, e Miguel e Melissa foram ver o Matheus. Merlia ficou agarrada na Alice, Julia ficou olhando pela janela e eu liguei para os pais da Alice para dar noticias dela.
   Eu já tinha desligado o celular quando Miguel me chamou para conversa no lado de fora do quarto. Ele estava com uma cara de preocupara e estava sozinho:
   - Isa qual o seu tipo de sangue? – ele perguntou
   - Eu sou O- - eu respondi
   - Você pode doar para ele?  - ele perguntou
   Eu respondi que sim, obviamente. Ele fez um sinal para que eu o seguisse e o segui, mas antes eu avisei as meninas aonde eu iria.
   Andamos por alguns corredores ate chegar na UTI , onde o Matheus estava. Uma enfermeira veio e me encaminhou ate uma sala ao lado e comecei a doar sangue.



Narrador: Merlia
   - Você é maluca, Alice – eu disse.
   - Não, eu sou Louca – ela respondeu rindo.
   - É a mesma coisa – eu concluir.
   Ela concordou com a cabeça e ficamos dando risadas de mais algumas coisas ate ela pegar no sono. Então, como só eu estava acordada no quarto, porque a Julia também tinha dormido em uma poltrona, me sentei no chão e fiquei vendo alguns episódios da minha seria favorita de todos os tempos: Once Upon a Time.



Narrador: Matheus
   Eu ainda sentia um leve dor na minha face e muita dor de cabeça. Estava de olhos fechados, mas conseguia senti que meus pais estavam no ambiente, um olhando para o outro sem falar nada, em um silencio profundo. Ate que meu pai o quebrou:
   - O que você estava pensando?
   - Como? – minha mãe falou
   - Você sabe Melissa, sabe muito bem – meu pai respondeu, mas eu não tinha ideia do que eles estavam falando.
   - Eu estava pensando em mim e em meu filho. Eu cometi um erro e... – Minha mãe começou a fala com a voz firme.
   - Não Melissa. Você cometeu muitos erros. A cada dia que passou sem eu saber disso, cada dia foi um erro seu. – meu começou a aumentar a voz gradativamente em quanto falava – Sinceramente, eu não quero te ver nunca mais.
   - Miguel... – minha mãe exclamou corando, e eu ainda de olhos fechados não entendia nada.
   - Não tem mais desculpas. – meu pai disse mais baixo – Já foi decidido, você vai sai da minha casa, você pode ir para onde você quiser. Você pode ir encontra o pai do seu filho se você quiser, mas o Matheus vai fica comigo. – meu pai disse voltando a grita, e eu não pude acreditar nas palavras que pairavam no ar.
   - Você não pode fazer isso. Ele é meu filho e não sei. – minha mãe gritou no mesmo tom do meu pai, mas com uma voz esganiçada por causa do choro – Você nem é pai dele!
   - Sou sim, pai e quem cuida e quem dá amor. – meu pai disse no tom mais calmo possível naquele momento.
   Minutos depois ouvi uma porta se fecha e imaginei que estaria sozinho para digerir os acontecimentos, mas não, meu pai ainda estava lá, olhando pra mim com uma face triste, como de um cachorrinho pedindo desculpas.
   - Filho, desculpa por você esta aqui para ver tudo isso. – meu pai disse
   - Acho que foi assim por que era para ser. Se alguém tivesse que me contar oque aconteceu, eu juro que não iria entender nada – eu disse tentando trazer um humor a toda aquela historia, mas não funcionou. Meu pai não riu, ele só se aproximou e me deu um abraço bem apertado – Eu te amo pai e você sempre será o meu pai, não importa o que aconteça e nem quem apareça. 


Atores que representam os personagens:
Merlia: Halston Sage
Isabelly: Yvonne catterfeld 
Miguel:Josh Dallas
Melissa: Meghan Ory
Matheus: Thomas McDonell
Alice: Caitlin Carver
Arthur: Cody Christian
Bernardo: Jake Manley
Renato: Ian Harding
Cauã: Ricky Whittle
Giulia: Sasha Pieterse
Julia: Lily Collins

Deixem suas opiniões nos comentário e compartilhe com os amiguinhos!
Obrigada por ler!



Comentários